Em virtude dos enormes desafios impostos a nossa sociedade pela realidade inesperada e avassaladora do desenvolvimento do Corona Vírus e sua doença (COVID19) em nosso meio, a Pleno Saúde vem trabalhando todos os meios para manter a qualidade e segurança de todo o seu processo assistencial.

A Pleno Saúde desde o início deste processo, ainda quando a doença estava contida e restrita na China, iniciou um trabalho de acompanhamento e entendimento das eventuais consequências, podendo se preparar, abastecendo seus estoques e dinamizando o setor de suprimentos.

Estamos acopanhando todos os comunicados e procedimentos recomendados pelo Ministério da Saúde. Assim, a Pleno Saúde tem revisitado o seu Plano de Contingências sempre que necesário e mantendo o mesmo atualizado em seu site, bem como disseminando estas informações para todos os colaboradores, parceiros, pacientes e famílias.

Não há dúvidas de que esta doença nos impôs um regime excepcional, onde temos todos que buscar proteger o “grupo de risco”, que é composto pelos pacientes mais frágeis, idosos e portadores de multiplas comorbidades, sem esquecer a sociedade como um todo. É a hora de uma pensamento coletivo.

Dentro desta lógica, estamos revisando sistematicamente todos os Planos Terapêuticos dos nossos pacientes, pois entendemos que os mesmos se enquadram dentro deste grupo de maior fragilidade e risco de contrair e acabar evoluindo para as formas mais graves da doença.

Após esta avaliação criteriosa estamos implantando, exclusivamente pelo período de circulação descontrolada do vírus e eventual período de rescaldo, uma suspensão de terapias que entendemos não ser de suporte e manutenção da vida e que, por outro lado, pode aumentar a exposição ainda maior de nossos pacientes a um risco que pode, no limite, levar à consequências não desejadas.

Temos a certeza de que, com isso, além de melhorarmos a possibilidade de manutenção da vida dos nossos pacientes, estamos contribuindo com a diminuição da circulação de pessoas, o que é essencial para proteger todos os elos desta cadeia.

A Pleno Saúde mantém o compromisso de se manter próxima a todos os assistidos – pacientes e suas famílias-, mesmo aqueles que, por ventura, terão seus atendimentos suspensos, bem como aqueles que permanecerão recebendo parcialmente a presença dos profissionais em seu domicílio.

Nossos Plantões cotinuam à disposição para esclarecimento de dúvidas e eventuais auxílios. O nosso monitoramento telefônico se manterá ativo e intensificado, bem como os nossos canais de comunicação habituais.

Estamos juntos no combate desse novo vírus e acreditamos que sairemos mais fortalecidos desse momento, com mais empatia, compaixão e entendimento de que somos cada um parte importante da nossa sociedade.


1. ABRANGÊNCIA/RESPONSABILIDADE

Este protocolo aplica-se ao Serviço da Pleno Saúde.

É de responsabilidade dos profissionais que atuam na assistência direta ao paciente e na gestão assistencial.

2. DISPOSIÇÕES GERAIS

I) Sobre a doença:
O novo Coronavírus (SARS-CoV-2), originário e identificado pela primeira vez na cidade de Wuhan (China), em 1 de dezembro de 2019, causa infecções respiratórias com alta morbidade e com letalidade média de 5%, já tendo sido identificado em mais de 80 países e nos 5 continentes. A doença causada pelo SARS-CoV-2 é denominada Covid-19 (do inglês “Coronavírus Disease 2019”).

II) Manifestações clínicas:
Após um período de incubação de 2 a 14 dias, inicia-se um quadro semelhante à gripe, com sintomas como febre, tosse, dor de garganta, congestão nasal, cefaléia, mialgia e prostração, podendo assumir uma evolução grave com pneumonia viral e insuficiência respiratória, que pode levar o paciente ao óbito.

III) Definição de caso suspeito:
Paciente que apresente de forma súbita cefaléia intensa, mialgia, falta de paladar, falta de olfato, febre e/ou sintomas respiratórios (tosse, coriza, falta de ar, dor de garganta, batimento de asa de nariz), sintomas gastrointestinais como diarréia.

IV) Fluxo de atendimento (seguir o passo-a-passo abaixo):
1) Identificar e segregar pacientes na suspeita de infecção;
2) Isolar o paciente:
O profissional (médico, técnico de enfermagem e/ou enfermeiro) deverá utilizar máscara cirúrgica quando examinar o paciente suspeito e o acompanhante que estiver junto ao paciente suspeito também deverá utilizar a máscara cirúrgica.

O paciente ficará em regime de isolamento por contato e gotículas com máscara cirúrgica. Todas as pessoas que adentrarem o ambiente onde o paciente estiver isolado devem estar devidamente paramentadas. Se houver necessidade de realizar algum procedimento que gere aerossol, o profissional de saúde deverá utilizar a máscara N 95, e o acompanhante não deverá estar perto. Na impossibilidade do acompanhante se afastar do paciente, ele também deverá utilizar a máscara N 95.

Familiar:

Máscara cirúrgica, capote e luva de procedimento, se for tocar no paciente. “A máscara cirúrgica deverá ser trocada quando estiver úmida ou a cada 4 horas”.

Profissional:

Só deverá usar a Máscara N 95 e óculos, quando a realização de procedimentos com risco de transmissão por aerossóis, tais como: aspiração traqueal e/ou entubação traqueal.

Os óculos de proteção deverá ser higienizado frequentemente, com álcool 70%, após cada utilização”.

Observações sobre a reutilização da máscara N 95.

• A durabilidade da máscara N 95 é de 30 dias, com armazenamento em local específico ou em um saco perfurado limpo (permitindo a troca de ar)

• Descartar de imediato, se contaminada com sangue ou secreção nasal;

• Deve-se usar luvas de procedimento para o ajuste da máscara N 95 reutilizada, descartando as luvas assim que a máscara estiver ajustada;

• Lave mãos com água e sabão ou álcool 70%, antes de tocar ou ajustar a máscara N 95;

• Cada pessoa deve usar exclusivamente a sua máscara.

Como se paramentar:

• Higienizar as mãos;

• Colocar a máscara Cirúrgica;

• Colocar os óculos de proteção;

• Vestir o capote;

• Calçar as luvas.

Como se desparamentar:

• Desamarrar o capote, retirando as luvas, para posteriormente retirada do capote, desprezando-os;

• Higienizar as mãos;

• Colocar os óculos de proteção;

• Retirar óculos e higienizá-lo (álcool a 70%), higienizando também as mãos, após este momento;

• Retirar máscara cirúrgica;

• Higienizar as mãos.

Importante:

• A residência deve possuir o registro de todos os profissionais que entrarem em contato com o paciente;

• Fica impedida à entrada de visitantes no leito, para os casos suspeitos. Em caso de pacientes pediátricos, que necessitem permanência de familiar, esta será restrita a um único familiar por vez, e este deverá estar orientado e paramentado com os mesmos EPIs empregados pela equipe assistencial.

3) Caso o médico verifique que o paciente se enquadra na definição de caso suspeito, segundo o item III deste documento, continuar seguindo o passo-a-passo abaixo (caso contrário, voltar à rotina normal de atendimento);

4) Informar a ouvidoria@plenosaude.com.br desde a suspeita do diagnóstico até a confirmação ou exclusão do diagnóstico;

5) Notificação imediata por EMAIL: notifica.saude.gov.br

6) Registrar no livro de ordem da CCID;

7) Exames específicos a serem colhidos para diagnóstico laboratorial:

7.1)Para pacientes com maior gravidade, que permanecerão em isolamento em ambiente domiciliar:

• Indicar o PCR específico para o novo Coronavirus 2019;

• 1 swab de nasofaringe Direita + 1 swab de nasofaringe esquerda + 1 swab de orofaringe.

“A coleta para confirmação diagnóstica deverá ser agendada previamente em laboratório ou realizada em ambiente hospitalar”

8) Coleta de outros exames laboratoriais que se façam necessários:

• Hemograma (leucopenia 25%/linfopenia 63%)

• Coagulograma (TP elevado)

• Função Renal e eletrólitos

• Perfil hepático (elevação de AST e ALT em 37%)

• CPK, Desidrogenase lática (DHL elevado )

• D-dimero (elevado)

Todas as coletas de exames laboratoriais necessárias na residência, serão executadas pela equipe de enfermagem, ou equipe do laboratório solicitado.

9) Tratamento:

O tratamento para o Coronavírus é de suporte (sintomático). Até o momento não há tratamentos específicos para esse agente. Entretanto, enquanto não se tiver a confirmação diagnóstica, o paciente deve receber tratamentos pertinentes para outras possibilidades diagnósticas conforme o julgamento clínico (como por exemplo, o Oseltamivir para Influenza, e antibióticos para etiologias bacterianas, se for necessário).

10) Conduta para internação ou alta do paciente:

Caso o paciente necessite ficar hospitalizado, a internação deverá ser solicitada em leito de Terapia Intensiva ou Semi-Intensiva (conforme o quadro clínico), com isolamento respiratório. Pacientes que, de acordo com o julgamento clínico, não necessitem de internação, devem permanecer em isolamento no domicílio, sob observação da equipe assistencial. “O paciente permanecerá em monitoramento clínico até resolução dos sintomas”.

11) Critérios de internação do paciente

• Sepse

• Insuficiência Respiratória Aguda

12) O transporte do paciente

Para o transporte do paciente, traçar previamente uma rota segura e fazê-la com o paciente usando máscara cirúrgica e o profissional completamente paramentado, usando a máscara cirúrgica. Se necessário uso de elevador, devem estar no ambiente somente o paciente e os profissionais de saúde envolvidos no transporte. O paciente só deve ser retirado do quarto quando o elevador já estiver no andar esperando.

13) Período de transmissibilidade (duração do isolamento)

Não se sabe ao certo por quanto tempo o paciente continua a transmitir o vírus, no caso de isolamento domiciliar, orientar manter por 14 dias ou enquanto durarem os sintomas, estando há 72h assintomático ou até ser descartado o diagnóstico.

Importante: Pacientes que ainda tiverem PCR para o novo Coronavírus 2019 EM ANDAMENTO deverão permanecer em isolamento como suspeitos de COVID-19, mesmo que tenham isolado outro vírus respiratório no Virusmol, pois existe a possibilidade de co-infecção.

V) Outras orientações específicas e definições:

1) Higienização do leito:
A higienização do leito deverá ser realizada diariamente com álcool 70%.

2) Cuidados com as roupas:
O profissional que for recolher a roupa deve estar devidamente paramentado, deverá acondicionar a roupa suja em um saco e lavar separadamente das demais roupas do domicílio. Não há necessidade de nenhum procedimento diferenciado no tratamento da roupa. Se a máquina de lavar tiver ciclo de água quente, este é preferível.

3) Resíduos:
Todos os resíduos provenientes da assistência devem ser acondicionados em saco plástico e identificados. Deverá ser sinalizado para a retirada por empresa responsável.

4) Utensílios usados na assistência:
O termômetro deverá ser descartado em caso de internação hospitalar. O estetoscópio, esfigmomanômetro e o oxímetro de pulso do leito deverão sofrer desinfecção com álcool 70% diariamente em caso de suspeita de diagnóstico.

5) Utensílios usados nas refeições:
Os utensílios usados nas refeições para o paciente suspeito deverão ser separados dos demais familiares da residência.

3 REFERÊNCIAS

1. CDC: 2019 Novel Coronavirus (2019-nCoV), Wuhan, China. Updated January 21, 2020.
Surveillance case definitions for human infection with novel coronavirus (nCoV). Interim guidance v1 11 January 2020 WHO/2019-nCoV/Surveillance/v2020.1
2. Clinical management of severe acute respiratory infection when novel coronavirus (nCoV) infection is suspected. Interim guidance 12 January 2020 WHO/nCoV/Clinical/2020.1
3. WHO: Novel Coronavirus (nCoV) v1. Operational Support & Logistics Disease Commodity Packages.
4. Infection prevention and control during health care when novel coronavirus (nCoV) infection is suspected. Interim guidance January 2020. WHO/2019-nCoV/IPC/v2020.1
5. Plano de Contingência do Estado de São Paulo para Infecção Humana pelo novo Coronavírus- 2019-nCoV/ São N 2020
6. Novo Coronavírus (2019- nCoV): Assistência Domiciliar a Pacientes Suspeitos ou Confirmados e Contato- Divisão de Infecção Hospitalar/ CVE- 04 de fevereiro de 2020
7. COVID 19: Serviço de Controle de Infecção Hospitalar / Hospital Israelita Albert Einstein / 11 de março de 2020

4 ANEXOS

ANEXO 1 – Orientações para isolamento domiciliar:
• O paciente deve permanecer restrito ao domicílio, isolado em cômodo privativo o mais ventilado possível (janelas abertas);
• A higienização das mãos é frequente e de suma importância;
• Ao tossir ou espirrar, o paciente deve cobrir boca e nariz com lenço descartável ou papel (descartando-os em seguida), ou proteger com a dobra do cotovelo. Higienizar as mãos imediatamente após;
• Não receber visitas;
• Os co-habitantes domiciliares devem ficar em quartos separados e quando entrarem no cômodo onde está o paciente, devem utilizar máscara cirúrgica;
• Orientar que indivíduos próximos que manifestarem sintomas procurem imediatamente o serviço de saúde;
• No momento em que o paciente sair do cômodo em que está isolado, deve utilizar máscara cirúrgica, descartando-a em seguida.
• Paciente ou familiares que tiverem contato com secreções ou superfícies possivelmente contaminadas com secreções do paciente devem higienizar as mãos imediatamente;
• Manter isolamento enquanto houver sintomas ou até ser descartado o diagnóstico através de exames específicos;
• Retornar a uma unidade de saúde caso apresente novos sintomas (como retorno da febre ou dificuldade de respirar) ou piora dos sintomas existentes;
• A Vigilância Epidemiológica irá monitorar o paciente e os contactantes próximos.


Medidas a serem observadas visando à prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da COVID-19 nos ambientes de trabalho

1. Medidas gerais

1.1 A organização deve estabelecer e divulgar orientações ou protocolos com a indicação das medidas necessárias para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da COVID-19 nos ambientes de trabalho.As orientações ou protocolos devem estar disponíveis para os trabalhadores e suas representações, quando solicitados.

1.2 As orientações ou protocolos devem incluir:

a) medidas de prevenção nos ambientes de trabalho, nas áreas comuns da organização, a exemplo de refeitórios, banheiros, áreas de descanso;

b) ações para identificação precoce e afastamento dos trabalhadores com sinais e sintomas compatíveis com a COVID-19;

c) procedimentos para que os trabalhadores possam reportar à organização, inclusive de forma remota, sinais ou sintomas compatíveis com a COVID-19 ou contato com caso confirmado da COVID-19;

d) instruções sobre higiene das mãos e etiqueta respiratória.

1.2.1 As orientações ou protocolos podem incluir a promoção de vacinação, buscando evitar outras síndromes gripais que possam ser confundidas com a COVID-19.

1.3 A organização deve informar os trabalhadores sobre a COVID-19, incluindo formas de contágio, sinais e sintomas e cuidados necessários para redução da transmissão no ambiente de trabalho e na comunidade.

1.3.1 A organização deve estender essas informações aos trabalhadores terceirizados e de outras organizações que adentrem o estabelecimento.

1.4 As instruções aos trabalhadores podem ser transmitidas durante treinamentos ou por meio de diálogos de segurança, documento físico ou eletrônico (cartazes, normativos internos, entre outros), evitando o uso de panfletos.

2. Conduta em relação aos casos suspeitos e confirmados da COVID-19 e seus contatantes

2.1 Considera-se caso confirmado o trabalhador com:

a) resultado de exame laboratorial, confirmando a COVID-19, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde;

b) síndrome gripal ou Síndrome Respiratória Aguda Grave - SRAG, para o qual não foi possível a investigação laboratorial específica, e que tenha histórico de contato com caso confirmado laboratorialmente para a COVID-19 nos últimos sete dias antes do aparecimento dos sintomas no trabalhador.

c) Considera-se caso suspeito o trabalhador que apresente quadro respiratório agudo com um ou mais dos sinais ou sintomas: febre, tosse, dor de garganta, coriza e falta de ar, sendo que outros sintomas também podem estar presentes, tais como dores musculares, cansaço ou fadiga, congestão nasal, perda do olfato ou paladar e diarreia.

2.2 Considera-se contatante de caso suspeito da COVID-19 o trabalhador assintomático que teve contato com caso suspeito da COVID-19, entre dois dias antes e quatorze dias após o início dos sintomas do caso, em uma das situações abaixo:

a) ter contato durante mais de quinze minutos a menos de um metro de distância;

b) permanecer a menos de um metro de distância durante transporte;

c) compartilhar o mesmo ambiente domiciliar; ou

d) ser profissional de saúde ou outra pessoa que cuide diretamente de um caso da COVID-19, ou trabalhador de laboratório que manipule amostras de um caso da COVID-19 sem a proteção recomendada.

2.3 A organização deve afastar imediatamente os trabalhadores das atividades laborais presenciais, nas seguintes situações:

a) casos confirmados da COVID-19;

b) casos suspeitos da COVID-19;

2.3.1 Os casos contactantes deverão colher o exame de PCR e deverão ficar afastados até o resultado, na impossibilidade de colher o exame deverá permanecer 7 dias afastado, retornando após esse período assintomático. A contagem será a partir do último dia de contato entre os contatantes e o caso confirmado.

2.3.2 Os trabalhadores afastados considerados casos suspeitos poderão retornar às suas atividades laborais presenciais antes do período determinado de afastamento quando:

a) exame laboratorial descartar a COVID-19, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde. A coleta do PCR deverá ser do 3º ao 5º dia de sintomas, no máximo até o 7º dia. (Se o colaborador apresentar PCR positivo fora do período precomizado acima, deverá permanecer 10 dias afastado, a contar da data da coleta do exame.

b) estiverem assintomáticos por mais de 72 horas.

2.3.3 Os contatantes que residem com caso confirmado de COVID-19 devem ser afastados de suas atividades presenciais por 7 dias, devendo ser apresentado documento comprobatório.

2.3.4 Os contatantes de caso suspeito da COVID-19 devem ser informados sobre o caso e orientados a relatar imediatamente à organização o surgimento de qualquer sinal ou sintoma relacionado à doença.

2.4 A organização deve manter registro atualizado, à disposição dos órgãos de fiscalização, com informações sobre:

trabalhadores por faixa etária;

a) trabalhadores com condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações que podem estar relacionadas a quadros mais graves da COVID-19, de acordo com o subitem 2.11.1, não devendo ser especificada a doença, preservando-se o sigilo;

b) casos suspeitos;

c) casos confirmados;

d) trabalhadores contatantes afastados; e

e) medidas tomadas para a adequação dos ambientes de trabalho para a prevenção da COVID-19

2.5 São consideradas condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações da COVID-19: cardiopatias graves ou descompensadas (insuficiência cardíaca, infartados, revascularizados, portadores de arritmias, hipertensão arterial sistêmica descompensada); pneumopatias graves ou descompensadas (dependentes de oxigênio, portadores de asma moderada/grave, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC); imunodeprimidos; doentes renais crônicos em estágio avançado (graus 3, 4 e 5); diabéticos, conforme juízo clínico, e gestantes de alto risco.

3. Higiene das mãos e etiqueta respiratória

3.1 Todos trabalhadores devem ser orientados sobre a higienização correta e frequente das mãos com utilização de água e sabonete ou, caso não seja possível a lavagem das mãos, com sanitizante adequado para as mãos, como álcool a 70%.

3.2 Devem ser adotados procedimentos para que, na medida do possível, os trabalhadores evitem tocar superfícies com alta frequência de contato, como botões de elevador, maçanetas, corrimãos etc.

3.3 Devem ser disponibilizados recursos para a higienização das mãos próximos aos locais de trabalho, incluindo água, sabonete líquido, toalha de papel descartável e lixeira, cuja abertura não demande contato manual, ou sanitizante adequado para as mãos, como álcool a 70%.

3.4 Deve haver orientação sobre o não compartilhamento de toalhas e produtos de uso pessoal.

3.5 Os trabalhadores devem ser orientados sobre evitar tocar boca, nariz, olhos e rosto com as mãos e sobre praticar etiqueta respiratória, incluindo utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir e higienizar as mãos após espirrar ou tossir.

3.6 Deve ser dispensada a obrigatoriedade de assinatura individual dos trabalhadores em planilhas, formulários e controles, tais como listas de presença em reunião e diálogos de segurança.

4. Distanciamento social

4.1 A organização deve adotar medidas para aumentar o distanciamento e diminuir o contato pessoal entre trabalhadores e entre esses e o público externo, orientando para que se evitem abraços, beijos, apertos de mão e conversações desnecessárias.

Deve ser mantida distância mínima de um metro entre os trabalhadores e entre os trabalhadores e o público.

4.1.1 Se o distanciamento físico de ao menos um metro não puder ser implementado para reduzir o risco de transmissão entre trabalhadores, clientes, usuários, contratados e visitantes, além das demais medidas previstas neste Anexo, deve-se:

a) Para as atividades desenvolvidas em postos fixos de trabalho, manter o uso de máscara cirúrgica ou de tecido, observado o item 7 e seus subitens deste Anexo, e adotar divisórias impermeáveis ou fornecer proteção facial do tipo viseira plástica (face shield) ou fornecer óculos de proteção. Para as demais atividades, manter o uso de máscara cirúrgica ou de tecido, observado o item 7 e seus subitens deste Anexo.

4.1.2 Medidas alternativas podem ser adotadas com base em análise de risco, realizada pela organização.

4.2 Devem ser adotadas medidas para limitação de ocupação de elevadores, escadas e ambientes restritos, incluindo instalações sanitárias.

4.3 A organização deve promover teletrabalho ou trabalho remoto, quando possível.

4.4 Devem ser evitadas reuniões presenciais e, quando indispensáveis, manter o distanciamento previsto neste Anexo.

5. Higiene, ventilação, limpeza e desinfecção dos ambientes

5.1 A organização deve promover a limpeza e desinfecção dos locais de trabalho e áreas comuns no intervalo entre turnos ou sempre que houver a designação de um trabalhador para ocupar o posto de trabalho de outro.

5.2 Deve-se aumentar a frequência dos procedimentos de limpeza e desinfecção de instalações sanitárias e vestiários, além de pontos de grande contato como teclados, maçanetas, botoeiras de elevadores, mesas, cadeiras etc.

5.3 Deve-se privilegiar a ventilação natural nos locais de trabalho ou adotar medidas para aumentar ao máximo o número de trocas de ar dos recintos, trazendo ar limpo do exterior.

5.3.1 Quando em ambiente climatizado, a organização deve evitar a recirculação de ar e verificar a adequação das manutenções preventivas e corretivas.

6. Trabalhadores do grupo de risco

6.1 Os trabalhadores com 60 anos ou mais ou que apresentem condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações da COVID-19, devem receber atenção especial, priorizando-se sua permanência na residência em teletrabalho ou trabalho r remoto ou, em atividade ou local que reduza o contato com outros trabalhadores e o público, quando possível.

6.1.1 Para os trabalhadores do grupo de risco, não sendo possível a permanência na residência ou trabalho remoto, deve ser priorizado trabalho em local arejado e higienizado ao fim de cada turno de trabalho, observadas as demais medidas previstas neste Anexo.

7. Equipamentos de Proteção Individual – EPI e outros equipamentos de proteção

7.1 Devem ser criados ou revisados os procedimentos de uso, higienização, acondicionamento e descarte dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI e outros equipamentos de proteção utilizados na organização tendo em vista os riscos gerados pela COVID-19.

7.1.1 A organização deve orientar os trabalhadores sobre o uso, higienização, descarte e substituição das máscaras, higienização das mãos antes e após o seu uso, e, inclusive, limitações de sua proteção contra a COVID-19, seguindo as orientações do fabricante, quando houver, e as recomendações pertinentes dos Ministérios da Economia e da Saúde.

7.1.2 As máscaras cirúrgicas e de tecido não são consideradas EPI nos termos definidos na Norma Regulamentadora nº 6 - Equipamentos de Proteção Individual e não substituem os EPI para proteção respiratória, quando indicado seu uso.

7.2 Máscaras cirúrgicas ou de tecido devem ser fornecidas para todos os trabalhadores e seu uso exigido em ambientes compartilhados ou naqueles em que haja contato com outros trabalhadores ou público.

7.2.1 As máscaras cirúrgicas ou de tecido devem ser substituídas, no mínimo, a cada três horas de uso ou quando estiverem sujas ou úmidas.

7.2.2 As máscaras de tecido devem ser confeccionadas e higienizadas de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde.

7.2.3 As máscaras de tecido devem ser higienizadas pela organização, após cada jornada de trabalho, ou pelo trabalhador sob orientação da organização.

7.3 Os EPI e outros equipamentos de proteção não podem ser compartilhados entre trabalhadores durante as atividades.

7.3.1 Os EPI e outros equipamentos de proteção que permitam higienização somente poderão ser reutilizados após a higienização.

7.4 Somente deve ser permitida a entrada de pessoas no estabelecimento com a utilização de máscara de proteção.

7.5 Os profissionais que realizam atividades de limpeza em sanitários e áreas de vivências devem receber EPI de acordo com os riscos a que estejam expostos, em conformidade com as orientações e regulamentações dos Ministérios da Economia e da Saúde.

8. Refeitórios

8.1 É vedado o compartilhamento de copos, pratos e talheres, sem higienização.

8.2 Deve ser evitado o autosserviço ou, quando este não puder ser evitado, devem ser implementadas medidas de controle, tais como:

a) higienização das mãos antes e depois de se servir;

b) higienização ou troca frequentes de utensílios de cozinha de uso compartilhado, como conchas, pegadores e colheres;

c) instalação de protetor salivar sobre as estruturas de autosserviço; e

d) utilização de máscaras e orientações para evitar conversas durante o serviço.

8.3 A organização deve realizar limpeza e desinfecção frequentes das superfícies das mesas, bancadas e cadeiras.

8.4 A organização deve promover nos refeitórios espaçamento mínimo de um metro entre as pessoas na fila e nas mesas, orientando para o cumprimento das recomendações de etiqueta respiratória e que sejam evitadas conversas.

8.4.1 Quando o distanciamento frontal ou transversal não for observado, deve ser utilizada barreira física sobre as mesas que possuam altura de, no mínimo, um metro e cinquenta centrímetros em relação ao solo.

8.5 A organização deve distribuir os trabalhadores em diferentes horários nos locais de refeição.

8.6 Devem ser retirados os recipientes de temperos (azeite, vinagre, molhos), saleiros e farinheiras, bem como os porta-guardanapos, de uso compartilhado, entre outros

9. Medidas para retomada das atividades

a) assegurar a adoção das medidas de prevenção previstas neste Anexo;

b) higienizar e desinfectar o local de trabalho, as áreas comuns ;

c) reforçar a comunicação dos colaboradores;

9.1.1 Não é recoemendado colher exame de PCR, ou sorologia para retorno ao trabalho, até o momento da edição deste Anexo. O retorno deverá respeitar a quarentena de 14 dias ou ausência de sintomas por 72h.

9.1.1.1 Quando adotada a testagem de trabalhadores, esta deve ser realizada de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde em relação à indicação, metodologia e interpretação dos resultados.

NOSSAS FILIAIS

Nossas equipes estão conectadas 24 horas para atender às necessidades dos pacientes.